COMEÇA HOJE!
07 pra 08/12 (5ªf pra 6ª f)
Local: A Gata Comeu, às 22h
Organização e produção: Ivan Justen Santana
22h
MERDA DREAM
Véspera da semana de homenagens
Microfone aberto para declamações poéticas
00h01m
IMAGINE!?
Abertura não-oficial do evento MARCOS PRADO (1961-1996)
Noite das Traduções
Antonio Thadeu Wojciechowski, Edson de Vulcanis, Ivan Justen Santana, Márcio Cobaia Goedert, Marcos Prado - In Memoriam - e Roberto Prado
Banda convidada: Os Cervejas
Celebração da data: O OITO DE DEZEMBRO
08/12/65aC: Nascimento do poeta e tradutor latino Horácio
08/12/1943: Nascimento de Jim Morrison
08/12/1980: Assassinato de John Lennon
08/12/1984: Lançamento do livro Um atrapalho no trabalho, de John Lennon. Tradução: Paulo Leminski
quinta-feira, dezembro 07, 2006
quarta-feira, dezembro 06, 2006
PRONOMES POSSESSIVOS OU MARCOS PRADO E EU OU EU E MARCOS PRADO.
UM VELHO TEXTO. ATÉ O DISQUETE CHEIRA O MOFO DO HOTEL DOMUS PERTO DA REITORIA. AQUELE COBERTOR XADREZ. O CAFÉ POESIA. O COBAIA. O VULCANIS. A GENTE ANDANDO MEIO-DIA COM A DIÁRIA VENCIDA PELA RUA XV DE NOVEMBRO. ERA ISSO.
MEUS, OS SEUS TODOS.
SEUS, MEUS CADERNOS DE LÍNGUA.
MINHA, A SUA PORRA.
SEU, O MEU SÁBADO.
NOSSA, A COMIDA QUE EU TE COZINHO NO ESCURO.
SUA, SOZINHA, A CAMA QUE EU DESARRUMO E SUJO.
NOSSA, A PRESENÇA NO QUARTO,
DE FUMO E RESPOSTA, SANGUE E VODKA.
NOSSA, A MESMA TOALHA QUE EU MOLHO,
E TE ENXUGO.
SUA, A MINHA POLUIÇÃO CATEGÓRICA.
MESMOS, ÀS VEZES, OS NOSSOS PASSOS.
SUZANA CANO
UM VELHO TEXTO. ATÉ O DISQUETE CHEIRA O MOFO DO HOTEL DOMUS PERTO DA REITORIA. AQUELE COBERTOR XADREZ. O CAFÉ POESIA. O COBAIA. O VULCANIS. A GENTE ANDANDO MEIO-DIA COM A DIÁRIA VENCIDA PELA RUA XV DE NOVEMBRO. ERA ISSO.
MEUS, OS SEUS TODOS.
SEUS, MEUS CADERNOS DE LÍNGUA.
MINHA, A SUA PORRA.
SEU, O MEU SÁBADO.
NOSSA, A COMIDA QUE EU TE COZINHO NO ESCURO.
SUA, SOZINHA, A CAMA QUE EU DESARRUMO E SUJO.
NOSSA, A PRESENÇA NO QUARTO,
DE FUMO E RESPOSTA, SANGUE E VODKA.
NOSSA, A MESMA TOALHA QUE EU MOLHO,
E TE ENXUGO.
SUA, A MINHA POLUIÇÃO CATEGÓRICA.
MESMOS, ÀS VEZES, OS NOSSOS PASSOS.
SUZANA CANO
terça-feira, dezembro 05, 2006
anti-gente
nem podia dizer bom dia
já se ouriçava o enxame
e nunca trocavam de pilha
faziam cartaz do meu nome
invadiam as minhas casas
agrediam meus guarda-costas
leiloavam as minhas pegadas
a fã número um era minha sogra
cara feia fazia bonito
não viam em mim a menor falha
mijavam com o meu pinto
só tinha um jeito de me livrar da canalha
quem me visse agora sentiria saudade
fiz maravilhas com o facão
uma perna que desce e não tem pé na extremidade
um braço que não termina na mão
Marcos Prado, Sérgio Viralobos, Trindade
nem podia dizer bom dia
já se ouriçava o enxame
e nunca trocavam de pilha
faziam cartaz do meu nome
invadiam as minhas casas
agrediam meus guarda-costas
leiloavam as minhas pegadas
a fã número um era minha sogra
cara feia fazia bonito
não viam em mim a menor falha
mijavam com o meu pinto
só tinha um jeito de me livrar da canalha
quem me visse agora sentiria saudade
fiz maravilhas com o facão
uma perna que desce e não tem pé na extremidade
um braço que não termina na mão
Marcos Prado, Sérgio Viralobos, Trindade
segunda-feira, dezembro 04, 2006
"Curitiba é uma cidade bacana, uma cidade legal.
Só não é bacana comigo".
Marcos Prado

CURITIBA
vou acabar com a vida de um vício por mês
fumo meu último cigarro pela primeira vez
treme minha mão por um copo pela última vez
nunca mais encontrei a canalha da cannabis
acho que ela foi morar na tumba do lápis
do pó eu vim, vi e venci
e não retornarei ao pó
curitiba
você é a única droga
que eu vou admitir na minha vida
Marcos Prado e Antonio Thadeu Wojciechowski
p.s.: Lápis é Palminor Rodrigues Ferreira, célebre compositor curitibano que marcou as décadas de 60 e 70.
Só não é bacana comigo".
Marcos Prado

CURITIBA
vou acabar com a vida de um vício por mês
fumo meu último cigarro pela primeira vez
treme minha mão por um copo pela última vez
nunca mais encontrei a canalha da cannabis
acho que ela foi morar na tumba do lápis
do pó eu vim, vi e venci
e não retornarei ao pó
curitiba
você é a única droga
que eu vou admitir na minha vida
Marcos Prado e Antonio Thadeu Wojciechowski
p.s.: Lápis é Palminor Rodrigues Ferreira, célebre compositor curitibano que marcou as décadas de 60 e 70.

epístola ao poeta marcos prado
daqui desta terra firme
a ti, príncipe invicto,
mecenas das idéias de estirpe
do poeta mais indigno
enfermo de tua ausência
tento curar por escrito
a tua súbita transferência
quem quebrou deve colar o partido
tu te ausentastes de nossa esfera
porque esse povo maldito
te pôs em pé de guerra
e aí vives em paz contigo
os dias não mais te acham
o tempo, teimoso, bate e volta
pelo meio dos caminhos que passam
quando chegas à solidão que te revolta
vejamos pelo lado positivo:
não te batem mais à porta
o vendedor de enciclopédia, o falso amigo,
o verdadeiro amigo, esse bando de borra-bosta
hoje, aí na ilha, visitam-te pescadores de redada
povo simples, sincero e distraído
que entra com a boca fechada
e sai de queixo caído
caçula, fino, laurentino, magal e seo pseudônimo
três que bebem nada, dois que bebem todas por um
superagüi, água superior, menina dos olhos de posseidon
vistos do chão, céu e mar não se largam de jeito nenhum
tu, tesouro e tesoureiro, aquele pelo que vales
este, por seres como o pássaro sem pouso,
que come e dorme durante o vôo,
sabes ser vela e timão pelos sete mares
de noite tomas as frescas e vês as luas
de quarto em quarto até a nova escuridão
para, em claro, passá-la dormindo no bem bom
e quem sabe, certeza, sonhes e quiçá nele me incluas
eu, que como tu, escrevo por fora da linha
faço desta pena um cavalo para tuas visitas
nem adeuses nem até logos entre pessoas esquisitas
o que conversamos não se dissolve em cal fina.
Antonio Thadeu Wojciechowski e Sérgio Viralobos
participação especial: Gregório de Matos Guerra
domingo, dezembro 03, 2006
bate o meu coração acolá
e o seu sangue azula
seu coração bomba lá
e o meu sangue circula
às vezes olho pro céu
onde o sol não flutua
e até as nuvens, ó céus,
compõem sua figura
outras, olho pro mar
com o olho da rua
quero amor e amar
cansei de amargura
nesta manhã lunar
(o seu olhar me inaugura)
porque não aterrissar
neste que é seu, sua lua?
Marcos Prado
e o seu sangue azula
seu coração bomba lá
e o meu sangue circula
às vezes olho pro céu
onde o sol não flutua
e até as nuvens, ó céus,
compõem sua figura
outras, olho pro mar
com o olho da rua
quero amor e amar
cansei de amargura
nesta manhã lunar
(o seu olhar me inaugura)
porque não aterrissar
neste que é seu, sua lua?
Marcos Prado
sábado, dezembro 02, 2006
Astrália, o blog, destina-se a divulgar os eventos de 9 a 15 de dezembro que acontecerão em Curitiba, em homenagem ao poeta Marcos Prado. Me comprometi com Araiê em mantê-lo até o fim do ano, postando poemas e canções, a grade de programação e o que rolar. Aceito gratíssima a colaboração dos amigos. Depois a Araiê vê o que faz.
O critério adotado para a escolha dos poemas postados será aleatório, como já aconteceu ontem. Vou abrir os livros ao léu e digitar, não sei antes levantar os olhos (ou baixá-los) e perguntar ao Marcos o que ele gostaria que acontecesse agora.
Valeu, moçada.
Valeu, moçada.
Tá valendo.
Monica
uma flor não pode ser outra
Monica
uma flor não pode ser outra
do diamante, qual o perfume?
de Marcos e Monica, como ser contra?
Marcos Prado - 1990
de Marcos e Monica, como ser contra?
Marcos Prado - 1990
sexta-feira, dezembro 01, 2006
Canção do camelo
desse deserto conheço cada grão de areia
à noite me segue sempre a mesma estrela
você é meu oásis e minha tâmara
rara como brisa em flor de âmbar
estou vivo dentro de uma natureza morta
não reconheço minhas próprias pegadas
nem a impressão de minha passadas passadas
atalhos que me trarão de volta
do alto, você chamusca o chão que eu piso
minha sombra é uma nuvem de gafanhotos
por esse mar arenoso eu deslizo
a sede dos meus cantis rotos
bebe a areia que virou vidro
e eu blatero ao sol meus perdigotos!
Marcos Prado & Edson de Vulcanis
desse deserto conheço cada grão de areia
à noite me segue sempre a mesma estrela
você é meu oásis e minha tâmara
rara como brisa em flor de âmbar
estou vivo dentro de uma natureza morta
não reconheço minhas próprias pegadas
nem a impressão de minha passadas passadas
atalhos que me trarão de volta
do alto, você chamusca o chão que eu piso
minha sombra é uma nuvem de gafanhotos
por esse mar arenoso eu deslizo
a sede dos meus cantis rotos
bebe a areia que virou vidro
e eu blatero ao sol meus perdigotos!
Marcos Prado & Edson de Vulcanis
quinta-feira, novembro 30, 2006

ultralyrics
Ultralyrics pela Travessa dos Editores
A poesia de Marcos Prado
sob a direção de Felipe Hirsch
O Felipe Hirsch é fã de carteirinha do Beijo AA Força e não é de hoje. Uma admiração que acabou se transformando em prova de amor a um dos grandes letristas da banda: Marcos Prado. Graças ao Fábio Campana e ao admirável trabalho que vem realizando na Travessa dos Editores, o livro está aí. Belíssimo. Graficamente o livro é um primor. Mas tudo recebeu o mesmo esmero máximo. Apresentação de Roberto Prado, contracapa de Mário Bortoloto, texto do Solda emocionantemente sincero, e a declaração do Felipe Hirsch, todos unanimemente adoradores da poesia de Marcos Prado.
Ultralyrics pela Travessa dos Editores
A poesia de Marcos Prado
sob a direção de Felipe Hirsch
O Felipe Hirsch é fã de carteirinha do Beijo AA Força e não é de hoje. Uma admiração que acabou se transformando em prova de amor a um dos grandes letristas da banda: Marcos Prado. Graças ao Fábio Campana e ao admirável trabalho que vem realizando na Travessa dos Editores, o livro está aí. Belíssimo. Graficamente o livro é um primor. Mas tudo recebeu o mesmo esmero máximo. Apresentação de Roberto Prado, contracapa de Mário Bortoloto, texto do Solda emocionantemente sincero, e a declaração do Felipe Hirsch, todos unanimemente adoradores da poesia de Marcos Prado.
A escolha dos poemas é do Felipe, que, fã incondicional do Beijo AA Força, estabelece como critério o lado mais punk do poeta. Sérgio Viralobos, principal parceiro do poeta, e da parte mais contundente de sua obra, deveria ter recebido um pouco mais de destaque, mas, enfim, critérios são critérios. A ausência dos nomes dos parceiros junto aos poemas também atrapalha um pouco a leitura e provoca erros de interpretação da obra do poeta, no leitor menos criterioso.
O livro, como o próprio Roberto Prado diz, é um sonho antigo de parceria dos dois irmãos. Ficou no meio do caminho, o Marcos sempre foi meio apressadinho. E deixou tudo desarrumado para o Roberto Prado arrumar. Mas o resultado final é simplesmente genial, um livro pra ser lido, decorado, copiado, plagiado e muito, mas muito amado.
Thadeu Wojciechowski
quarta-feira, novembro 29, 2006

Depoimento de Nadyr Prado, 76 anos, a mãe do Sexto, para Sandra Solda, sobrinha do idem.
“Marcos Prado, em primeiro lugar, foi meu filho. O Marcos, difícil de explicar, era especial, tinha uma inteligência fora do normal e ansiava por aproveitar tudo isso, a capacidade que tinha de falar, de escrever, de fazer amigos, de discutir, de questionar tudo. Era muito alegre, onde estava tinha alegria, discussão, coisas que ele procurava. Quando estavam todos quietinhos num lugar, sem animação, procurava um grupo e semeava uma discussão, de futebol, de política, de qualquer coisa, e quando estava todo mundo animado, discutindo, saía e ia pra outra.
Desde os nove anos escrevia, fazia histórias em quadrinhos junto com os irmãos, tinham personagens, procuravam desenhar, sem saber. Escrevia, falava, e dava palpites. Era uma criança fácil de lidar, o menorzinho dos meninos, não incomodou quando era pequeno, era inteligente, não tinha aquelas coisas de criancinha que ficava implicando com uma coisa ou com outra, tinha mais o que fazer.
Ele gostava de fazer amigos, na escola tinha amigos, era amigo dos professores. Uma vez ele corrigiu o professor de português na aula e quase foi expulso da escola. Mas depois o professor falou-me que o Marcos realmente estava certo. O que acho errado era corrigir um professor, ele tinha dez anos, já sabia que não podia fazer isso.
Gostava de jogar handebol, tinha as medalhinhas dele, gostava de esportes, o queridinho do professor. Mas quando chorava, ele berrava, quando o Beco judiava dele, dava um tapinha, empurrava, qualquer coisa, abria a boca, berrava bem alto (risos). Até hoje os irmãos lembram disso. Era amigão do Beco, porque os irmãos são assim, uns são mais amigos. Adorava a Carmen Silvia, e ela também. A Vera, com o Marcos, era uma “coisa” os dois juntos.
Marcos era uma criança normal, tinha grande senso de humor, às vezes até demais, espantava as visitas. O pai dizia que ele seria o trabalhador da família (morreu quando Marcos tinha três anos), porque o Pedro e o Beco escapavam de qualquer coisa que tinham que fazer, como juntar o material escolar, por exemplo. Ele era organizado, ia lá e fazia.
Era carinhoso, quando via alguém que não estava bem de saúde, doente, ficava ali agradando e queria dar remédio, ficar cuidando.
Um fato diferente é que todos na minha família me tratam por “você”, e o Marcos era o único que me chamava de senhora, dizia que o certo era assim, que mãe é mãe. Alegre, tinha uma risada espontânea, onde estava aquilo se espalhava, ele ria mesmo, e não tinha tristeza.
Gostava de abraçar, de beijar a mãe, e de conversar, conversar, sobre vários assuntos, da escola. Era o único que contava da escola. Tinha mania de dizer que estava com “dor na alma”, o que eu acho que era uma tristeza, e ele dizia que era uma “dor na alma”.
Quando ele teve a filha, Araiê, foi uma alegria enorme, era louco pela filha, e depois se separaram, ficou longe dela e foi muito difícil. Ele era muito criança.
Como mãe, tenho orgulho pelo talento dele, a honestidade como gente, e mesmo com os problemas todos que tinha, era respeitado. Solto na rua como ele ficou um tempo, indo pra lá e pra cá, era honesto com os outros, essencialmente bom caráter, e se a pessoa é assim, passa por muitas coisas sem se machucar.
O que mais alegrava o Marcos era estar com os amigos, conversar sobre música, literatura, cantar, gostava muito de música brasileira, conhecia a fundo, sabia tudo, os antigos mestres da música.
Marcos era o mais inteligente dos irmãos, pelas posições dele, pelo que ele falava, pensava das coisas, reagia. A Vera sempre diz que o Marcos era o irmão mais velho dela, aquele que queria que fizesse tudo certinho, não faça isso, não faça aquilo, isso não está certo, queria tudo correto.
Quando criança, sempre foi normal. Jogava bola, brigava, corria, etc. Já o Beco, escrevia dia e noite. Porém também dava umas jogadinhas de bola, e uma vez, durante o jogo, pisou na mão do Marcos e quebrou a mão dele, isso virou piada para a vida inteira (risos). E como ele chorou. Era muito bom para os irmãos, era mais agarrado comigo, e o pai era agarrado com ele.
Com a morte dele ficou faltando um pedaço em mim, eu não sou mais inteira. Ainda mais um filho que é sempre lembrado, parece que não morreu. O Marcos tem alguns sobrinhos que fazem coisa parecida com o que ele fazia, e a gente sempre comenta.
Muitos achavam que ele não tinha família, era apenas irmão do Beco, que ele era um coitado que não tinha família, mas tinha mãe, seis irmãos e dezoito sobrinhos, alguns mais novos, que não o conheceram, mas todos gostam muito dele.
Ele era outro em casa, amável, com os problemas dele, claro, mas era alegre, atencioso com os outros, e gostava de fazer carinho. Pela sobrinha, Caroline, ele tinha verdadeira adoração e ela por ele. Fez até um poema dedicado a ela. O nosso Marcos era bom, íntegro, e amado por todos.
Em relação ao livro que vai ser lançado, significa que ele não viveu em vão, a vida dele está sendo lembrada, fez alguma coisa diferente de outras pessoas na mesma condição dele, e deixou essa herança. É lógico que a gente sente orgulho, acho ótimo o lançamento do livro e agradeço às pessoas que se interessaram e colaboraram para fazer tudo isso”.
21/11/2005
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